23 Outubro 2006

Brasil de que Jeito?
Eu não acho que o Brasil tenha um jeito. Eu acho que o Brasil tem jeito.
Pra dar esse "jeito" no Brasil que o povo do Brasil acha que tem que ser dado, seja nos botecos ou nas universidades, sabemos exatamente quem tem que tomar jeito neste país: ninguém menos que nossos políticos e nossa elite, não necessariamente nesta ordem.
Estamos fartos de sermos sangrados por um Estado falido que nos imputa a maior carga tributária do mundo e não nos atende com saúde e educação decentes. Mas não sou parte dos que acreditam que, como o Estado não age corretamente nestas áreas, devo apenas reduzir a minha parcela de imposto de renda e entregar tudo a iniciativa privada e agir com políticas de compensação. O caminho a seguir deve contemplar um meio termo que alie o fortalecimento da inciativa privada com a presença do Estado.
Sinceramente, caso elegéssemos homens comprometidos com a defesa dos interesses nacionais (o que difere em muito de "homens santos") nada disso seria problema.
O problema é que nossas elites são "sanguessugas", "vampiras" e covardes e retro-alimentam este cenário deplorável de políticos mafiosos. Somos reféns de feudos de poder no Judiciário, Executivo e Legislativo. Poderes minúsculos que vão do policial da blitz ao fiscal corrupto personificando a falta do princípio de autoridade. Reféns dos conchavos de cúpula no Congresso que "andam" pro compromisso com a população. Reféns da elite cultural que nada na piscina da mesmice e fala para si própria. Reféns do descaso dos próprios injustiçados, ditos sindicalistas.
Precisamos dar uma lição a "elles" e essa lição obedece a duas regras básicas:
1) Devemos escolher políticos comprometidos com o "jeito" que queremos para o Brasil
2) Apenas ao mudarmos a "cara" das elites e entidades de classe e chamá-las à luta poderemos fazer pressão de mudança
O Brasil tem jeito e, de um jeito ou de outro, precisamos nos desvencilhar da crença de que o país tem um jeitinho que o torna insolúvel. Quero o Brasil do jeito que o queremos.
Pra dar esse "jeito" no Brasil que o povo do Brasil acha que tem que ser dado, seja nos botecos ou nas universidades, sabemos exatamente quem tem que tomar jeito neste país: ninguém menos que nossos políticos e nossa elite, não necessariamente nesta ordem.
Estamos fartos de sermos sangrados por um Estado falido que nos imputa a maior carga tributária do mundo e não nos atende com saúde e educação decentes. Mas não sou parte dos que acreditam que, como o Estado não age corretamente nestas áreas, devo apenas reduzir a minha parcela de imposto de renda e entregar tudo a iniciativa privada e agir com políticas de compensação. O caminho a seguir deve contemplar um meio termo que alie o fortalecimento da inciativa privada com a presença do Estado.
Sinceramente, caso elegéssemos homens comprometidos com a defesa dos interesses nacionais (o que difere em muito de "homens santos") nada disso seria problema.
O problema é que nossas elites são "sanguessugas", "vampiras" e covardes e retro-alimentam este cenário deplorável de políticos mafiosos. Somos reféns de feudos de poder no Judiciário, Executivo e Legislativo. Poderes minúsculos que vão do policial da blitz ao fiscal corrupto personificando a falta do princípio de autoridade. Reféns dos conchavos de cúpula no Congresso que "andam" pro compromisso com a população. Reféns da elite cultural que nada na piscina da mesmice e fala para si própria. Reféns do descaso dos próprios injustiçados, ditos sindicalistas.
Precisamos dar uma lição a "elles" e essa lição obedece a duas regras básicas:
1) Devemos escolher políticos comprometidos com o "jeito" que queremos para o Brasil
2) Apenas ao mudarmos a "cara" das elites e entidades de classe e chamá-las à luta poderemos fazer pressão de mudança
O Brasil tem jeito e, de um jeito ou de outro, precisamos nos desvencilhar da crença de que o país tem um jeitinho que o torna insolúvel. Quero o Brasil do jeito que o queremos.
Marcadores: O deleite dos descontentes
Tenho Vergonha
Rui Barbosa
Pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos "floreios" para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre "contestar",
voltar atrás
e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer...
Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro!
"De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes
nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto".
Rui Barbosa
