Uma Noite na Taverna

25 setembro 2004



Apenas Caminhando

Movem-se no espaço
fagulhas fátuas
Centelhas e, logo,
Chama
Chamas Eternas
Fogo nuclear

Movem-se co'elas
Em torno, em fila,
Caíndo sempre, sem certeza,
Inúmeros corpúsculos indecisos e redondos.

E eu?
Poeira cósmica que virou barro
E criou existência para saber morrer
E vomita consciência por todos os sentidos
E eu?
Eu, que irei morrer antes do brilho final deste pai celeste,
Feito de elementos conjugados que se nutrem e que sonham com a luz que ele emana,
Vou fazer o quê com a minha vida?
Vou fazer o quê com este milagre?

E, enquanto caminho pela rua que tem um nome completamente humano
Presidente Vargas
Posso contemplar o céu e escrever poemas
E pensar na imensidão inominável do universo que me acena
a possibilidade incrível de que só há estrelas
Para que eu possa vê-las.

Etâ mundinho complicado, sô!

(Ninguém vai comentar esse poema ??????)