23 junho 2005



É isso mesmo meus amigos. Este UMA NOITE NA TAVERNA é com o amigo Charles.
Mais um evento onde Rômulo Narducci e Rodrigo Santos põe um grande poeta à mesa junto aos novos poetas convidados.
Este humilde tavernista levará a vocês a música de suas canções próprias e alguma invencionice.
Deliciem-se pois, caros amigos.

SESC SÂO GONÇALO 19hs

14 junho 2005

Marta já não queria mais saber do mundo que corria lá fora.
Chega do mundo paralelo repleto de notícias sensacionais. Chega!!!
Não lhe é preciso contemplar celebridades em seu desfile de cretinices e frivolidades. Ela já não abre mais essa página distraída.
Talvez seja sensacional fazer do sol que se anuncia algo que fique estampado na memória como um quadro de Dali. Fazer amor em alguma praia à noite.
Os classificados, há tempos, forram a casa do cachorro junto com os jornais de bairro.
Jonas abre a porta para comentar o jogo. Novidades sobre a nova guerra. Revoltantes fatos contra os quais apenas lhe pode sobrar revolta.
Ela só lê o segundo caderno.
Não ouve uma palavra e põe o fone pra ouvir Cartola.
E as coisas do dia a dia? As coisas se repetem com o nascer do sol, com pequenas conquistas de bem estar e convivência. Sem grandes escandâlos ou casos bombásticos.

....
- Acho que vou convidar o Jonas para ir à praia hoje.

05 junho 2005



Depois do filme de casa mal assombrada por excelência nada mais me assusta.
Enganam-se se estão pensando que falo de "Darkness", extremamente fraco e frustrante. Falo do "Iluminado" é claro.
Não adianta vir com essa história batida de que "algo terrível aconteceu nesta casa há muito tempo". Só Poltergeist tem esse direito.
O filme é um fiasco e começa com a tradução errada para o português : "A Sétima Vítima", francamente.
Fiquei inicialmente empolgado por ser um filme espanhol e pela escalação de Lena Olin. Infelizmente percebi que me empolgo facilmente mesmo. Os que viram "O Dia da Besta" de Alex de La Iglesia esperam avidamente por uma obra de mesmo porte daquelas terras. E continuam esperando pelo jeito.
A trama deve ter sido escrita às pressas e, impossibilitado de refazer o cenário, todo ele desmontado após a filmagem, só restou a equipe tentar dar consistência a um filme sem pé nem cabeça. O começo do filme promete algo que o cineasta parece não ter tido sensibilidade para desenvolver. Mais um roteiro vítima do marketing que deixa a gente literalmente no escuro.
Ouroboros??? O roteirista nem sequer se deu ao trabalho de pesquisar sobre o símbolo na Internet. E o papel de Lena Olin? Totalmente tapada para perceber o que estava acontecendo. Eu pensei que caberia a ela o papel de cúmplice, mas não, ela era tapada mesmo.
Não percam o seu tempo.
O Iluminado




Hotel isolado no inverno das montanhas rochosas sobre um cemitério indígena. Ótimo lugar para se estar quando se é criança, não é mesmo?
Eu admito: Tenho trinta anos mas me borro de medo quando vejo o Iluminado.
Macabro ao extremo esse é o filme mais apavorante das obras de Stephen King, ainda que ele mesmo não tenha aprovado. Não li o livro ainda (e até duvido que vá fazê-lo) mas espero a versão para tevê prometida pelo autor devido às fofocas que cercam a adaptação.
Cá pra nós, Kubrick deve ter mudado tudo de propósito.
Os relatos paralelos sobre o canibalismo nas expedições e o combate aos índios durante a construção do hotel em 1907, a revelação de Grady e as caretas de Nicholson. Arrepiante...

Pra relaxar, só vendo o remake de 30s feito pelos coelhos.

Fair play fairy tale

A alquimia do mercado Transforma necessidade Em merdacoria Vende o que for preciso Diz o que você precisa Con- ...