Uma Noite na Taverna

13 julho 2011

As Luzes não se apagam na cidade



As luzes da cidade não se apagam

Em vão

rabisco nos muros recados a minha amada

Ela não sabe

ler a noite sem estrelas

de meu coração



As luzes da cidade me acendem

E parto

para os braços de um amor

Que finge não ler os versos que escrevi



Abandonei por vergonha o homem de ontem

E fingirei

Contente

que pareço

O Homem sem rosto do comercial de dentifrício



Ah! Como é difícil amar hoje em dia

Sem a máscara ignóbil do homem perfeito

Que não faz versos em muros à luz da lua



Onde estás Pagú, Leila Diniz?

Ondes estás Diana, Janis, Jimi, Billie, Rita?

As luzes não se apagam na cidade



Desviei de meu caminho

São pra vocês estes versos

Vou em busca de vocês!