Orações a vida e a morte II



Porque és incerta, ó morte,
A poesia não será tua consorte 
Em mim reside uma outra alternativa

Não tenho apego a essa realidade
Tolo querer que a minha personalidade
Após o derradeiro encontro sobreviva

Muito menos interessa-me outro plano
Não vejo utilidade ao ser humano 
Haver nos céus algo maior que nos defina

Erigir crenças baseadas em mistérios 
Por simples medo de habitar os cemitérios
Não será, morte, com certeza, minha sina 

Os meus poemas falarão de amor e vida
Como uma longa canção de despedida
De alguém que amou trilhar a travessia

Cantarei apenas meu aprendizado 
Até que nosso encontro consumado
Ofereça o fim a minha poesia

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