Poemas do Jusnaturalista

Ninguém pára pra pensar na paz
E os senhores da guerra
Negociam tréguas e armas

Impunes

Gente pobre e fudida hipnotizada
pelo diamante feito de merda
sonhando com grilhões
ao invés de liberdade
disputa a vaga de capitão-do-mato

Gente pobre e fudida sendo assaltada
E medo

Medo dos homens de farda
que deveriam ser heróis

E medo dos homens de gravata
puxando no púlpito ou no Planalto
uma briga
pelo que sequer foi um dia um nosso

Um bando de iludidos
grita por Deus
grita pela Pátria

Nunca por justiça

Quem vai ganhar com o exemplo
De que ser criminoso compensa?

Quem vai ganhar com irmãos matando irmãos?

Se não há em teu olhar benevolência
Se não cabe mais confiança
E a intenção carece de bondade

Tua pose
Teu crachá de bom moço
é semelhante a um sepulcro caiado

Se não te é claro quem são teus inimigos
Eu digo
Inimigos os que te impedem de fazer o bem

Por isso,
um aviso:

Antes de cuidares
do que é teu
em qualquer esfera
preocupado com o mal
que o outro comete

Preocupa-te com o medo
que te impede de fazer o bem





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