Drummond disse em um poema que a viagem mais difícil do ser humano é em direção a si mesmo.
Pousaremos, um dia, até mesmo na estrela Sol, mas seremos capazes de pôr a mão sobre a natureza de nossas almas? Tomaremos algum modelo humanizatório diferente dos de Bush, Hitler ou do Padre Marcelo?

Mais um ano se passa e a imanente roda do tempo se faz presente. O medo da inconstância faz o homem buscar conforto na rotina. Acordar, trabalhar, comer, dormir. Mas o ciclo é inevitável, destrutivo e construtivo. Somos deuses ao desafiar a placidez dos dias de domigo e o tédio da labuta diária. Temos que fazer arte de nossas vidas e não deixar que vida faça das suas artes conosco.

Refugiar-me-ei no pensamento absurdo de que sou eterno e farei uma música que fará o céu me escutar. Buscarei mais uma vez os amigos no final desta translação terrestre e jogarei flores ao mar com os turistas. Inebriar-me-ei de risadas e desejarei longa vida e felicidade ao meu filho e a todos que amo.
Adoro escrever com vinho na caçola.

Boas festas a Todos que vierem a visitar meu blog... Se é que alguém o lê.

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