Perguntaram, certa vez, ao sábio, o que era mais útil ao caminho do homem:

Satisfazer somente ao espírito em detrimento da carne ou preocupar-se apenas com a satisfação do corpo material?

Prontamente ele respondeu:

"Como saber o que é mais útil: o líquido ou o copo?
Seus valores como elementos distintos são indiscutíveis mas, um copo sem líquido é tão sem sentido quanto um líquido ao qual nada possa aprisionar.
Pois bem, que pode um homem fazer para si se somente somos homens na soma de matéria e espírito? Somos como o copo cheio de líquido, uma forma completa, indiscutível. Não há homem se não há alma e corpo.
Nosso copo é o corpo que ganhamos e o que construímos em torno de nossas vidas para servi-lo. Possuímos diferentes fôrmas e quantidades diferentes e variadas de força e vontade. Nossa alma, sonhos e paixões enchem estes copos.
Um belo copo é como o elemento decorativo de uma sala. Se neste copo não corre nenhuma alma, de nada serve. Da mesma forma, se este copo estiver quebrado, de nada adiantará enchê-lo, pois também é inútil e ainda pior que o primeiro.
A alma, como um rio, precisa de margens para ser um rio. Do contrário, como no vácuo, suas partículas vagariam dispersas e sem utilidade.
Para fazer valer minha metáfora no entanto, é preciso entender o que pretendo com ela. O que guia o homem em direção a este plano ou ao plano ideal é o desejo. Em minha metáfora, este desejo confunde-se com a sede. Como sois vós os copos e os líquidos, o que os torna úteis é a sede dos outros. Se tiverdes o copo vazio, alguém terá que enchê-lo para vós. Se o copo rachou, devereis consertá-lo.
A resposta a pergunta reside na utilidade que vós quereis demonstrar para o mundo.
O meu desejo é que a resposta que cada um dará a esta mesma pergunta seja guiada pelo desejo em servir a humanidade como um belo copo da melhor ambrosia ou ou do melhor néctar."

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