Comunicado importante

Interrompemos a série em que minha desventura se transformou para prestar justa homenagem ao talento de Alexandre Soares Silva neste post de 1 de fevereiro e dar a este blogueiro tempo para burilar seu imperfeito senso literário.

Com vocês, Abílio Diniz, o filósofo.


Da Wikipedia:

Abílio Diniz (São Paulo, Brasil, 1936), filósofo brasileiro conhecido por afirmações como "qualidade de vida exige método e disciplina" e "não adianta guardar ressentimento. É bola pra frente e vamos que vamos". Estudou em Heidelberg sob a tutela do grande filósofo neotomista Jacques Maritain, que teria ficado impressionado com a afirmação casual de seu aluno de que "a natação é o esporte mais completo" e "quem fica parado é poste". Diniz recusou a cadeira de filosofia em Heildelberg alegando que "não conseguia ficar parado" e abriu uma rede de mercearias no Brasil para sobreviver. "A filosofia já não me apresentava nenhum desafio, e sou um homem movido exclusivamente à base de desafios" (Diniz, "Recordações de Maritain e Etienne Gilson", 1974). Só voltou à filosofia em 2004, com "Caminhos e Escolhas - O Equilíbrio para uma Vida Mais Feliz" (considerado por Nuno Cobra como o "Tractatus Logico-Philosophicus brasileiro"). Teve grande influência em Quine, Rorty e Habermas. Habermas afirmou no seu livro Theorie des kommunikativen Handelns que "a filosofia nunca mais foi a mesma depois do insight de Abílio Diniz de que "quem fica parado é poste". Esse terrível aforisma ecoa no pensamento europeu com a mesma intensidade fatídica do "Deus está morto" nietzscheano". (Ao ouvir a frase de Nietzsche, aparentemente pela primeira vez, o neotomista brasileiro teria dito, "Ô, que coisa, que é isso" - o que fez com que Habermas replicasse: "Que fofo!". Ver Dennet, Daniel, "Great Philosophical Conversations of Our Times").
Citações


* "O homem é o lobo do homem", quer dizer, tem muita gente querendo fazer treta por aí. Olho vivo nesse pessoal. ("Hobbes para Gerentes", Capítulo V.)

* Quando a gente olha pro abismo, o abismo às vezes olha pra você e fica aquele clima ruim. Não olha pro abismo não.

* Os grandes maitres à penser Jacques Maritain e Nuno Cobra foram as influências intelectuais da minha vida - com o Dráuzio Varella, Içami Tiba e o Dr. Ermírio chegando perto. Aquela menina, a Luciana Gimenez, também é mais inteligente do que parece. (...) Acho que todo mundo tem alguma coisa pra nos ensinar nesta vida, menos a Angélica e o Luciano Huck. (da série "Palestras em Powerpoint".)

* Eu não costumo falar com faxineiros porque esse pessoal todo é muito chucro, mas talvez devesse porque às vezes essa gente diz umas coisas que você fica até bobo. Estava falando com a Dona Magali, que é a caixa numa das nossas unidades aqui da Mooca, e ela dizendo que foi baleada por traficante, destruíram o barracão dela. (...) E eu perguntei se ela não tinha raiva, e ela disse: "Ah, Dr. Diniz, eu acho que a melhor vingança é viver bem, né?". E ripa na xulipa! Foi uma lição de vida que aquela mulher burra de doer acabou me dando.

* Muitas pessoas ficam obcecadas em atingir um padrão de beleza imposto pela mídia. O importante é a gente estar bem com a gente mesmo.

* Vais ver as mulheres? Ah, que bom, faz bem.

* Então eu digo pra vocês: eu fiz Heidelberg, mas o que eu queria fazer mesmo era a escola da vida. Então eu larguei Heidelberg e fui fazer a escola da vida. Fui procurar o Dr. Antônio Ermírio que pra mim era o mestre disso tudo aí (da escola da vida). Ele me recebeu numa saleta e perguntou: "Abílio, você consegue quebrar isso?". E me deu um lápis, que eu quebrei. "Agora vê se você consegue quebrar isso", ele disse, e me deu uns quinze lápis, com aquele sorriso sabido dele. E eu fiquei com vergonha de dizer pra ele que aquele truque era muito manjado. Então a primeira coisa que eu queria passar pra vocês é isso, que velho só fala merda.

* Nietzsche disse "Aquilo que não me mata, só me fortalece". Mas nós do Pão de Açúcar resolvemos tirar isso à prova. Então um belo dia fechamos o supermercado e começamos a ver quantas coisas nem matavam nem fortaleciam. (...) Nenhum produto do setor de papelaria matava ou fortalecia, com exceção da tesoura e da cola, que podiam matar mas também não fortaleciam. Durex não mata nem fortalece, papel timbrado Tilibra não mata nem fortalece. É difícil matar com uma régua... (...) No setor de produtos de limpeza, fizemos um vendedor beber meio litro de pinho sol mas ele não morreu nem ficou mais forte (muito pelo contrário, até hoje não está muito bem). Essa frase do Nietzsche só se aplica ao setor de hortifrutigranjeiros e laticínios, e mais uns poucos produtos, do tipo bolacha Calipso. Então essa é a segunda coisa que eu queria passar pra vocês, que Nietzsche só fala merda.

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