Eles não entendem



Ó, Deus autônomo
não antropomórfico,
Perdoai os hereges mal evangelizados
Que têm preguiça de saborear vosso nome na natureza
com seu eterno devir.

Eles não entenderam o vosso amor.

Tende misericórdia destes primatas do terceiro planeta
Que elencam profetas e apresentam livros psicografados
Onde vós figurais como autor.
Terão sido menos Santos os livros dos poetas?
Estão cegos esses homens tolos
não compreendem a vossa substância em tudo
Pois a fé neles se manifesta na realização egoísta do indivíduo.
Professam loucuras insensatas como arrebatamento
E vos querem louco
como se fosse possível negar a lógica e sensatez da natureza.
Segurai minha ira contra esses usurpadores.

Eles definitivamente não entenderam o vosso amor.

Bato palmas para o pôr do sol para louvar a vida
E sei que o sol não precisa de palmas para nascer e brilhar
Mas sei, ó senhor amoral das mutações,
Que há os que fantasiam dominar vosso caminho com rituais inúteis.
Por não enxergar a beleza
Estão sempre dessincronizados.
Eu faço meus rituais para sorver a vossa graça
E meditar sobre vossa vontade com todo meu intelecto.
Mas, há, ó Inominável,
Aqueles que querem ser gado.

Eles, definitivamente, não vos amam
Entendem ou
Conhecem

E eu sei, Universo, que vós não ligais
E que só eu fico puto

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