Uma Noite na Taverna

31 janeiro 2014

Eles não entendem



Ó, Deus autônomo
não antropomórfico,
Perdoai os hereges mal evangelizados
Que têm preguiça de saborear vosso nome na natureza
com seu eterno devir.

Eles não entenderam o vosso amor.

Tende misericórdia destes primatas do terceiro planeta
Que elencam profetas e apresentam livros psicografados
Onde vós figurais como autor.
Terão sido menos Santos os livros dos poetas?
Estão cegos esses homens tolos
não compreendem a vossa substância em tudo
Pois a fé neles se manifesta na realização egoísta do indivíduo.
Professam loucuras insensatas como arrebatamento
E vos querem louco
como se fosse possível negar a lógica e sensatez da natureza.
Segurai minha ira contra esses usurpadores.

Eles definitivamente não entenderam o vosso amor.

Bato palmas para o pôr do sol para louvar a vida
E sei que o sol não precisa de palmas para nascer e brilhar
Mas sei, ó senhor amoral das mutações,
Que há os que fantasiam dominar vosso caminho com rituais inúteis.
Por não enxergar a beleza
Estão sempre dessincronizados.
Eu faço meus rituais para sorver a vossa graça
E meditar sobre vossa vontade com todo meu intelecto.
Mas, há, ó Inominável,
Aqueles que querem ser gado.

Eles, definitivamente, não vos amam
Entendem ou
Conhecem

E eu sei, Universo, que vós não ligais
E que só eu fico puto