Uma Noite na Taverna

08 junho 2014

Meus olhos ardem



Meus olhos ardem o sol se pôs cinzento
Você me invade e eu me entrego a meu cansaço
Mais de uma vez eu fui traído e embora forte
Não abro mão de recorrer ao seu regaço
Já pensei um mundo bom e tive fé
Já quis minha vida repartida entre os amigos
Mas eu criei um coração feito de aço
E tenho lágrimas que se esquecem de rolar
Não quero nada a não ser o seu abraço
Transformar meu coração de aço em brisa
E não tentar mudar meu mundo por enquanto
Não quero mais que descansar no seu regaço
Até que o sol traga a manhã cinza ou vermelha
E eu de novo passe então da brisa ao aço