Curiosamente



De repente te percebes em meio à chuva
Com lágrimas nos olhos
Confuso
A observar nos outros os sorrisos que agora
Recusam veementes visitar-te

Te percebes assim
de repente

E estupefato
ao mesmo tempo atordoado
Fazes um poema
E isto não te basta

Isto curiosamente não te basta
mas não te desesperas

Curiosamente não te desesperas
e começas a pensar
na absurda hipótese de teres desvanecido
evaporado
morrido
de repente
bem no fundo

Mas curiosamente ainda caminhas

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