Esceva poeta no meu crachá

Não 
Estás inteiramente certo
Não sou poeta do inédito 
Não rompi com nenhuma estrutura 
E meu discurso de bom aluno
Mostra apenas que decorei bem as lições

Não sou arauto dos anjos
Ou voz dos movimentos
Ouso apenas no que mostro
E no que escondo


Poeta de porra nenhuma
(Se bem que do amor eu não ligo de sê-lo)
Poeta de porra nenhuma
É o que sou

Na minha poesia exercito a vaidade
De forma diferente
A vida não perdoa as teorias
Há milhares de videntes e telepatas
Pendurados pelo pescoço nas árvores do caminho

Quando encontrares meu ritmo
Na voz que roubei de meus mestres
Cante comigo
Pois quero servir ao menos de banda de abertura

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