O striptease das tripas




"Nenhum ato no mundo será segredo"
Este grande tabu, grande medo,
peçonha que faz das tripas brinquedo,
põe a mente aprisionada em um camarim.

A arte se vende: striptease da vaidade.
O gosto insípido da virtude,
verdades morais que não passam no polígrafo,
novo mundo nada admirável.

Nós mesmos cada vez menos
Nós mesmos cheios de nós
Cada vez mais vazios
transmitindo via satélite nossa trapaça.

A tara frívola quer celebridade
e eterniza os filhos feios do delírio.

O mundo líquido pede almas plásticas.
O mercado diz: "vendemos arte!"

Desnudai sonhos, mundo novo!
O corpo pertence aos cemitérios.
Os sabores da vida são mistérios.

¿Catar-se na catarse ou suicidar-se?

O poeta declina
Reclina a poltrona
Comete Seppuku
no ciberespaço.

(inspirado em Giovani Baffô Aldous Huxley Bauman Dostoiévski e principalmente em Tom Zé)

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