Soneto da Saudade




Reclama, amor, de toda ausência minha
Que meu peito se encarrega do castigo.
Tendo ciência de que não estás comigo
É minha alma que parece estar sozinha.

Acostumei-me mal ao teu bem querer
E agora, amor, te quero sempre perto
Embora seja certo que me agrade
Saber que mal também te faz a falta

Acostumei-me mal e, apaixonado,
Vejo o relógio me olhar desconfiado
Horas sem ti transformam-se em trator.

Ah! Saudade, sentimento estranho
Que nos mostra a beleza e o tamanho
Da falta que nos faz o nosso amor.

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