29 abril 2004

Desculpas aos apressados leitores do blog.
Os ventos do dia a dia já levaram as densas nuvens de minha brainstorm para um lugar mais seguro de minha psiquê. Ma non troppo.
Os posts estavam muito grandes e muito doidos. Foi muito bom exorcizá-los. Muita informação represada, de quem estava longe da Urbe Magnificat.

Recomendo fortemente a leitura do Observatório da Imprensa. Feito no intuito de dar suporte aos leitores críticos dos jornais e dos que acompanham telejornais por jornalistas e escritores. Lá, vocês vão encontrar um eco a minha revolta contra as campanhas veladas que o péssimo jornalismo faz. Campanhas que, propositais ou não, só contribuem para desinformação de todos, sem exceção.
Melhor notícia, tem programa tb, na TVE.

Recomendo tb o blog Poematologia. Valeu, Claúdia.

Pergunto : Se eu plantei, posso fumar???

Fiquei tão impressionado com a cara de pau do mensagem subliminar que comecei a procurar mensagens nas minhas próprias músicas ao contrário. Am I nuts?

Pergunto novamente: Invadiram um país isolado há dez anos por um embargo econômico. Você disse : " Foi para tirar um ditador, caçar armas químicas, blá, blá, blá". Agora, os invasores vão escolher a tua nova bandeira??? Fazer o quê??
Respondo: Porrada neles. O Iraque não é um país de fanáticos religiosos. Pelo contrário, permitiu às mulheres um espaço na sociedade que ia de encontro aos ideias radicais do islamismo em outras nações. Escolher minha bandeira já 'tá dando na pinta demais e o poema de Maiacovski não é tão novo assim.

Ideais machistas justificados por Deus!!!! (tsc, tsc, tsc)

Bem, o Garotinho não é do Taliban mas também tem umas idéias a respeito do papel das mulheres. Por isso, em coro com meus amigos da Net, vou colocar o link para que nossas eleitoras possam ver o absurdo que esse cara prega e o que ele cospe (e diz que pensa). Acessem o Polopenoso.

Quero deixar claro que também sou machista. Por influência cultural e não por babaquice. Sou macho e não Garotinho.

27 abril 2004

Porrada! Porrada!

Quem vê a novela Celebridade está devidamente satisfeito. Aqui, da Pakko's Caverna, vejo o "borburinho" causado pela cena de segunda : Malu e Claúdia saindo na porrada.

Cá pra nós a novela é um festival de coisas hilárias. Briga entre beldades, desfile de Débora Secco (ótima desculpa para assistir) e a velha história de "Odete Roitman" reformulada. Como pensar em problemas sociais se essa porra dá uma audiência excelente?

A respeito do Bill, o cara até que não mandou mal no Fausto. Nem o Fausto mandou mal, falou pouco. Quem pagou esse Jabá, hein?
A tevê podia ser como as rádios comunitárias. Seria bom que o Movimento pela tevê aberta democrática fosse devidamente reconhecido pela sociedade. O motivo do boicote é evidente: Quem iria pagar jabá numa tevê comunitária? Não veríamos mais esses programas de sábado como o Zorra Total e poderíamos zapear em direção à coisas que nos interessam, participar destas coisas, enviar matérias, participar de debates com os verdadeiros especialistas durante o tempo que for necessário. O mesmo com as rádios.
Entendam que o fato de que as rádios e as tevês possam ser livres não levaria ao colapso as grandes redes ou produziria coisas de qualidade global. E não seriam gratuitas tampouco. Seriam apenas uma forma de democratização do espaço. Concessão é moeda política, quero lembrar-lhes.

Fico embasbacado com a idéia de que as gravadoras fizeram um lobby contra Lobão e Cia. Rádio comunitária, sim. Rádio livre já. O discurso do dinossauro do Rock é muito maneiro e bem embasado. A sua cara de doidão é que choca as pessoas que, como muitos, só vêem a imagem e depois abrem a mente.

The Firestarter has bring the light Voodduu People.

"Mas a democracia é assim mesmo... lenta..."
Peraí.

Que porra de democracia é essa que nós temos??? Baniram os Estudos sobre Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil das escolas. Nossa democracia é exercida pelo voto, correto?. Pois bem, sistema bicameral, papel do Estado e do município, papel da União e obrigações constitucionais, quem sabe? Com a desculpa de que era herança do governo militar nossos "deseducadores" tiraram uma disciplina útil do ementário. Pensar na volta da música, artesanato, capoeira, oficina ou expressão artística (não me venham com o papo de que há a disciplina de artes, porque não há) é pura utopia.

Vi um especial sobre um padre francês que fez uma escola modelo voltada para a comunidade de uma pequena cidade na Itália. Além dos cursos regulares, matemática e língua nativa, língua estrangeira e história, ele ensinava astronomia e oficina de marcenaria e serralheria, Latim e direção (isso mesmo!) e, como mais importante disciplina, ensinava a ler jornais. Vai vendo que escola é essa que temos!!!

Professores!!!! Professores!!! Abri vossas mentes!!! Vamos explodir o prédio do MEC!!! Elefante branco de escritórios vazios e objetivos transtornados!!!!

Ganhar pouco é uma forma de calar a classe. Organização da classe em ONG's parece a solução mais imediata junto às comunidades carentes. Espero em fé que os núcleos de resistência se formem nas Universidades e nas escolas mais carentes e essa merda de país possa investir em capital humano. Os americanos falavam sobre isso em 1950. Aqui, aparece como novidade.

Cultive diferenças e você terá um país desigual. Os governantes temem o conhecimento. Qualidade vem com o conhecimento. Quem vai lavar o teu carro? Engraxar o teu sapato? Pescar o teu peixe, matar o teu bandido, cuidar do teu filho, construir a tua casa? Visite outros países, conheça o interior do Brasil. Não tenho medo da evolução do padrão de escolaridade. Você tem? Teorize a respeito.

Ou vá ver novela que é melhor...

25 abril 2004



A ÚLTIMA CEIA

A ultima ceia foi pintada por Leonard da Vinci, o notável artista italiano.
O tempo que ele levou para completar sua obra foram sete anos. As figuras que representavam os 12 apóstolos e Jesus Cristo foram criadas através de modelos vivos. E o modelo vivo que representaria a figura de Jesus, foi escolhido primeiro.
Quando foi decidido que Da Vinci faria essa grande obra, centenas e centenas de jovens foram vistos e examinados com cuidado, no esforço de encontrar uma face pura com a personalidade limpa, não afetada pelo pecado.
Finalmente depois de semanas nessa laboriosa busca, um jovem de 19 anos foi selecionado como o modelo que representaria Cristo.
Por seis meses Da Vinci trabalhou na produção desse caráter principal da famosa pintura e durante os próximos 6 anos se dedicou ao que restava desse sublime trabalho de arte.
Pessoas apropriadas eram escolhidas uma a uma para representar os 11 apóstolos, e um espaço foi deixado para a pintura que representaria Judas Iscariotis, como o toque final dessa obra. Esse era o apóstolo, você se lembrará, aquele que traiu o Jesus, por trinta peças de prata, preço menor que 20 dólares, nos dias de hoje.
Durante semanas Da Vinci procurou por um homem com a face endurecida, marcada pela avareza, cinismo, falsidade que poderia trair seu melhor amigo.
Depois de muitas experiências desanimadoras em procurar pelo tipo de pessoa ideal para representar Judas, disseram a Da Vinci que um homem cuja a aparência se encaixava inteiramente nas exigências tinha sido encontrado.
Ele estava numa cela subterrânea em Roma, sentenciado para morrer por uma vida de crimes e assassinatos. Da Vinci foi até Roma, e este homem foi trazido de sua prisão e conduzido à luz do sol. Lá Da Vinci viu que ele era um homem escuro, selvagem, de cabelo longo emaranhado e a expressão da maldade alastrada em sua face. Seu rosto mostrava um caráter, fraco, viciado em completa ruína.
Por fim, o pintor encontrara a pessoa que queria para representar o caráter de Judas em sua pintura. Com a permissão especial do rei, este prisioneiro foi levado à Milão onde a obra estava sendo executada.
Por seis meses o prisioneiro sentou-se diante de Da Vinci, durante horas, dia-a-dia, para que o artista continuasse a sua tarefa de transmitir na sua pintura, o caráter baixo no retrato que representava o traidor do Salvador.
Assim que ele terminou, voltou-se para os guardas e disse: "eu terminei, podem levar o prisioneiro". De repente, o prisioneiro perdeu seu controle e correu até Da Vinci, e disse: "Da Vinci, olhe para mim! Você não sabe que sou eu?" Da Vinci, com os olhos treinados de um grande estudante , examinou cuidadosamente o homem cujo rosto tinha olhado incansavelmente por seis meses e respondeu: " Não, eu nunca o vi em minha vida até o momento em que você foi trazido à mim, de sua cela subterrânea em Roma.
Então, levantando seus olhos para o céu, o prisioneiro disse: "Oh! Deus, tenho eu caído tanto?" E girando o rosto para o pintor, ele gritou: "Leonardo Da Vinci, olhe para mim outra vez, eu sou o mesmo homem que você pintou sete anos atrás, como a figura de Cristo!"
Muitas lições podem ser tiradas desta história verdadeira da pintura da ultima ceia. Como nós vemos os outros e os julgamos por aparências externas. Isto também ensina fortemente a lição dos efeitos de julgar o certo ou errado, na vida de um indivíduo.
Aquele era um homem jovem cujo caráter era puro e intocável pelo pecado, que representou a inocência e a beleza para a representação de Cristo.
Mas em sete anos, seguindo uma vida errada, transformou-se no retrato perfeito do maior traidor conhecido na historia do mundo.
(Autor desconhecido)

É, rapaziada!!! Não é brincadeira ou muito menos trote: MV Bill no Faustão neste Domingo.
Estou ansioso para ver como o rapper "Mensageiro da Verdade" vai se portar diante do Falastrão Silva. Mas, antes de começarem a acusar o cara de vendido, é bom saber que seu contato com a Globo não será o primeiro: há um documentário produzido para o Fantástico que ainda não foi exibido e o rapper já foi ao Altas Horas do Serginho Groisman. Quem ligou a tevê á tarde viu que a Globo preparou o final de semana do Hip-Hop, com Gabriel o Pensador e Marcelo D2 no Huck e Bill no Fausto amanhã. Títeres de um movimento sem líderes. Espero que Mv mande bem, pelo menos.

Fiquem sabendo, não vejo novela, não ouço rádio e domingo é dia de pôr em dia as campanhas dos jogos, trocar idéias ou ler um livro. Não estou tirando onda, apenas não tenho mais saco de bater boca sozinho com o Jornal Nacional disparando bobagens e mascarando interesses. Será que ninguém percebeu a campanha da Globo contra as reservas indígenas??? E a campanha para alinhar Lula ao MST e dar a impressão de que está tudo uma zona??? (Não que não esteja uma zona, sempre foi uma zona) A abordagem do Jornal da Globo sempre é diferente e a da mídia impressa vc pode controlar, não são para a massa. O perigoso JN se transformou no referencial de informação do povo brasileiro, de fácil digestão e com formato superficial. É sempre o fato pelo fato, sem pronunciamento oficial, sem errata ou segunda versão. O Jabor ainda brilha algumas vezes. Se vc duvida, devia ver o quanto o papo da Rocinha ecoou em Santa Catarina. Um país continental voltado para as pequenas verdades das grandes cidades do Brasil.

Mas, discutir televisão é um saco. Tão chato quanto assisti-la. Os profissionais que estão por aí buscam apenas imitar o que outros fizeram : Luciano Chacrinha Huck, Vera Galisteu Gimenez Camargo, Márcia Geraldo Mallandro, Jô Letherman Soares e por aí vai. Não vou nem falar dos programas da Endemol (Ent du mal), BBB e Casa dos Autistas. De original mesmo, só os evangélicos.

No intervalo do filme de Bruce Lee contra Chuck Norris (legal pacas) pude constatar que os caras têm a manha de enganar o povo. Eles utilizam uma mistura de discurso de macumbeiros com frases soltas do Velho Testamento embalados em camisas com gravata. Não sei se é porque trabalho em banco mas, quando os engravatados aparecem, apenas os que têm o hábito de focalizar os olhos das pessoas, sem ver as expressões faciais, podem ser levados à loucura de financiar uma viagem a Israel, comprar um óleo feito em Nova Iguaçu às toneladas como se fosse consagrado, colocar preces embaixo de um trono fajuto, et coetera, etc, etc... Os malucos estão sempre segurando o riso, especialmente quando perguntam entre si coisas relacionadas ao golpe aplicado. Cadê a polícia??? O Código Penal prevê pena para estelionato... Cadê o governo que eu sonhava ??? Nem vou falar do homem do Carnê abençoado (não é o Sílvio, é outro pastor caça níqueis).

Religião tb é um saco discutir. Como agnóstico convicto e místico do Nono grau da Ordem dos Vagabundos Sagrados, só aceito discutir com as religiões antigas, anteriores à invenção da imprensa.

É isso aí, demorei para postar porque o pessoal estava com saudade de visitar minha casa.
Fui.

23 abril 2004



Voltei amigos.
Fiz uma breve viagem a Santa Catarina, um Estado fantástico e quase inexplorado, de baixo desemprego e com custo de vida bem baixo. Estive com meus familiares, matando saudades de uma família tão grande em número quanto em coração.
Sempre é bom viajar, ver o céu de um novo ângulo e, por que não, fugir da saturada pólis. FUGERE URBEM.
Descubro sempre que sou urbano apenas por acidente. A vida bucólica das cidades catarinenses, voltadas para o trabalho incessante pela subsistência e desenvolvimento auto-sustentado durante a semana, é curiosa. Curiosa porque toda esta dedicação explode nos finais de semana de forma catártica com todos às ruas e bares, outrora vazios à noite. No domingo tudo acaba, a rotina é retomada tranqüilamente e sem ansiedade. Tudo muda lentamente e de forma anunciada, sem surpresas. Tudo me agrada em muito.
A calma é tão grande que, após ouvir o silêncio durante quase duas horas, me dei conta de que não ouvira um tiro sequer. Todos dormem. A cidade não nos deixa dormir ou ver o quanto o céu é lindo. A Estrela Austral, Vésper, brilha de uma forma intensa.
Lá, é fácil achar o que se faz bem e aparecer aos olhos das pessoas. No Rio, nossas vozes se misturam com o grito da turba ensandecida, macacos competindo por espaço e carniça. Lá, os dons estão distribuídos por poucos e, como os dons são infinitos e as pessoas não, faltam dons e sobra trabalho.
Toquei e cantei Rock and Roll como se fosse inédito por lá. Comprei excelentes vinhos por uma ninharia e comi à beça.
O único réves é o transporte, caro e ausente. Agora entendo porque não há tantos catarinenses espalhados pelo Brasil. Quando voltar, alugo um carro.

Como puderam ver, completei o post do Kid A. Aviso que não estava sob o efeito de drogas, antes que me perguntem.
It's good to be back. Devo confessar que estou viciado em ficar sentado na frente dessa tela escrevendo esta infinitamente longa declaração de vida e carta de suicídio.

07 abril 2004

Estréia : Música Demoníaca

Vcs sempre ouvem dizer que há mensagens subliminares em discos das Bandas que fazem sucesso. Pois bem, há mesmo, acreditem. As crenças que se consolidaram a esse respeito são responsáveis por inúmeros vinis arranhados, agulhas quebradas e por blogs com explicações ridículas sobre os Beatles e mais alguns outros.
Como genialmente mostrado em O Dia da Besta , filme espanhol magnífico, as mensagens não estão mais escondidas em simples gravações ao contrário. Bandas como Trifixian, Young Asgaard e outras podreiras, disparam versos satânicos em rajadas incompreensíveis. Assim é mole, pois só o capeta agüenta ouvir isso. O Slayer chega a imitar esse esquema diversas vezes em South of Heaven e War Ensemble mas é tudo bem fraquinho.
Meu interesse é revelar a sutileza do Capeta em bandas que não despertam suspeitas.

E a primeira revelação é : RADIOHEAD


(Primeiro Capítulo: Kid A)

Esses rapazes talentosos não podem ser considerados como seguidores do mal. No entanto, a escola arcana inglesa guarda mistérios interessantes e, entre eles, estão a feitura de Gollums e invocações de espíritos mortos de alto grau de energia e baixa vibração: Os Demonitas. Os ingleses adotaram vários hábitos da Europa Central em seus rituais mágicos, com a presença de desenhos e castiçais de forma predominante. Quando soma-se a isto a tradição celta você tem um poderoso arsenal místico facilmente a seu dispor.
Todos podem brincar com esses conhecimentos arcanos e usá-los para contar histórias. O Led Zeppelin flertava com Crowley como todos sabem e abusava disto. O Kid A relata a história da invocação de um demonita num ritual britânico e relata suas falas e alguns outros eventos. Suspeito até mesmo da identidade deste demonita.O disco foi construído com uma seqüência lógica e as mensagens são incrivelmente diretas. Eis o porquê de tudo parecer fazer sentido nesta banda: o charming spell do Flautista de Hamelín está presente. Quando olhadas isoladamente as músicas não perdem sua beleza, sentido não fazem, mas são bonitas.
Vejam : Feitos os desenhos e entoados os cânticos druidas eles podem dizer : Everything is in its right place. Depois o som aspirado canta disfarçadamenteYesterday I woke up and summoned a lil' demon. (E depois) There are (o nome do demônio) in my head./ What is that u tryied to say?. Louco, né? Mas pense na possibilidade de que isso seja real.

Faixa 2 - O Flautista de Hamelín é invocado para abençoar o canto. I slipped away/I slipped on a little white lie. Rats and children follow me out of town/Rats and children follow me out of their homes/ Come on kids. A sessão mediúnica é sugerida no verso We've got heads on sticks/You've got ventriloquists/ Staring at the shadows at the edge of my bed Toda essa faixa é sinistra mesmo. Anti-comercial para uns, lounge para outros e satânica com certeza.

Faixa 3 - Everyone/Everyone around here/Everyone is so near/What's going on? E o som dos espíritos em volta cresce insinuado pelo clássico som agudo do órgão. Agora, os espíritos já foram invocados.

Faixa 4 - Veja:
That there
That's not me
I go
Where I please
I walk through walls
I float down the Liffey
I'm not here
This isn't happening
I'm not here

Está faixa é ótima. Agora o espírito aprisionado percebe que está sendo usado num ritual de invocação. Sua fala mansa diz que ele não é um humano e vai aonde sua vontade determina. Novamente o órgão sombrio para dar o devido tom sinistro à fala do espírito.

Faixa 5 - Em Optimistic Yorke dá a sua palavra de comando aos espíritos como um mago poderoso.
I'd really like to help you man
I'd really like to help you man.....
Nervous messed up marionette
Floating around on a prison ship

As almas atormentadas não percebem que sua missão acabou e estão presas à terra por remorso, culpa e confusão. Para acalmá-las basta proferir o poderoso Mantra da verdade :
If you try the best you can
If you try the best you can
The best you can is good enough


Faixa 6 - Uma vez que os espíritos estão domados pode-se falar diretamente com o Demonita. Vejam o In Limbo:
I'm on your side
No where to hide
Trap doors that open
I Spiral Down

Your living in a fantasy world
...

Come In
Come In
Come...


E o final apoteótico para a música.

Faixa 7- Idioteque é a obra-prima deste disco. Quem vcs pensam que é The First of the children? Ele mesmo. O número sete aparece como feliz coincidência e daí surgem várias mensagens cifradas. A música é construída como uma metralhadora sonora onde as imagens que aterrorizam e as frases que se encurtam e se repetem agem como um potencializador hipnótico. Duas vozes e, novamente, o órgão sinistro.

Who's in a bunker?
Who's in a bunker?
Women and children first
And the children first
And the children
I'll laugh until my head comes off
I'll swallow till I burst
Until I burst
Until I

Who's in a bunker?
Who's in a bunker?
I have seen too much
I haven't seen enough
You haven't seen it

I'll laugh until my head comes off
Women and children first
And children first
And children

Here I'm alllowed
Everything all of the time

Here I'm allowed
Everything all of the time

Ice age coming
Ice age coming
Let me hear both sides

Let me hear both sides
Let me hear both
Ice age coming
Ice age coming
Throw it on the fire

Throw it on the fire
Throw it on the

We're not scaremongering
This is really happening
Happening happening
We're not scaremongering
This is really happening

Happening happening
Mobiles skwrking
Mobiles chirping
Take the money run

Take the money run
Take the money

Here I'm allowed
Everything all of the time
Here I'm allowed
Everything all of the time

Here I'm allowed
Everything all of the time
Here I'm allowed
Everything all of the time

The first of the children


Faixa 8 - É hora de liberar o espírito. A manhã se aproxima e, curiosamente, a literatura inglesa sabe que os espíritos não resistem ao nascer do sol como no Hamlet de Shakespeare.

A morning bell/Light another candle and/Release me/.../Please

Faixa 9 - Terminando com o número 9, apropriado para este tipo de invocação, fica o recado de Yorke aos que gostam de suas músicas. Notem que há outra versão, devidamente adaptada e não menos curiosa.

Red wine and sleeping pills
Help me get back to your arms
Cheap sex and sad films
Help me get where I belong

I think you're crazy, maybe

I think you're crazy, maybe

Stop sending letters
Letters always get burned
It's not like the movies
They fed us on little white lies


I think you're crazy, maybe
I think you're crazy, maybe

I will see you in the next life

Early version has a second verse:
Beautiful angel
Pulled apart at birth
Limbless and helpless
I can't even recognize you

I think you're crazy, maybe (x6)

I will see you in the next life

Agora, vão e ouçam o Radiohead achando lindo o que ele faz. Mas, cuidado com as armadilhas.

Gosta de mensagem subliminar ??? Então acesse http://www.mensagemsubliminar.com.br.

Fui..

06 abril 2004




Um rápido passeio pela Net me levou a visitar vários sites de quadrinistas brasileiros. Para os aficcionados ficam alguns links nesta página. Busquem o CIBERCOMIX para maiores detalhes.

05 abril 2004



A vida que levou Ernesto a ser Guevara

"Diários de Motocicleta", novo filme de Walter Salles, estréia no dia 7 de
maio em São Paulo

Jurandir Freire Costa

Walter Salles é incansável. "Diários de Motocicleta", seu último filme,
condensa o que os anteriores tinham de melhor e vai adiante. O enredo é
baseado nos relatos de viagem de dois amigos pela América Latina: Alberto
Granado e Ernesto Guevara de la Serna, o Guevara antes de se tornar
"Guevara". Em 1952, Alberto, com 29 anos, e Ernesto, com 23, saíram de
Buenos Aires em uma velha motocicleta. Atravessaram a América Latina da
Patagônia à Venezuela, onde a viagem se encerrou. Fim de um percurso, começo
de outro. Depois da travessia, os viajantes jamais foram os mesmos. Alberto
foi para Cuba e lá vive até hoje. Quanto a Guevara...! Quem foi Che Guevara?
Para os mais conservadores, um guerrilheiro comunista, um "homem sem
utilidades", exceto, "marché oblige", a de vender pôsteres, bonés, camisetas
e ímãs de geladeira; para os marxistas, os humanistas ou os mais liberais,
um revolucionário, um visionário, um espírito livre e compassivo que fez da
sede de justiça o sentido de sua vida. Walter Salles não se detém nessa
controvérsia. Não por julgá-la irrelevante, mas porque sua questão é outra
(e a de sempre): o que faz com que alguém, em certo momento, torça a curva
da vida e a dirija para o improvável e o inesperado? Ou, indo direto ao
filme, por que Ernesto, que em pouco tempo seria o dr. Ernesto de la Serna,
escolheu a vida que o destinou a ser "Guevara"? A pergunta, sabemos,
persegue a imaginação humana pelo menos desde que Édipo, a caminho de Tebas,
teve que enfrentar o enigma da esfinge. Alguns pensaram achar a resposta na
boa ou na má fortuna. Outros, como Kierkegaard, consideram que esse "salto"
não tem explicação. Explicá-lo seria pedir que a existência entregasse à
inteligência seus silêncios e mistérios. As últimas perguntas não existem
para ser respondidas. Existem para que os sujeitos, ao tentar respondê-las,
fabriquem sonhos e realidades e deixem para as novas gerações o legado de
seus estilos.

Razão e tripas
Qual, então, o estilo Walter Salles? Penso que é o de não separar ética de
estética. Em seu cinema sobram beleza e magia, mas o encantamento nunca se
torna embotamento dos sentidos ou evasão moral. Para um público intoxicado
por lágrimas, ruídos e efeitos visuais estrambóticos, a solução é
desconcertante. Afinal, pode-se dizer, por que o estoicismo de imagens e
emoções? Por que razão, e não tripas; por que sobriedade, e não vertigem?
Porque, diria, na genuína sensibilidade artística a forma não trai o
conteúdo. Falar sobre ética, como quer Walter Salles, é transitar entre
aquilo sobre o que se pode falar e aquilo sobre o que se deve calar ou, no
máximo, mostrar. O desenho cinematográfico de Ernesto, portanto, não poderia
ser diferente. A concisão do filme não é um capricho técnico; é a medida do
talento do diretor. Nos "Diários", qualquer gesto a mais, qualquer excesso
na composição do personagem, poderia "glamourizar" ou caricaturar uma vida
que foi tudo menos espetáculo midiático. Ser fiel a Guevara significava
respeitar, tanto quanto possível, a letra dos relatos. Era isso ou a
grandiloqüência; era isso ou o melodrama. Walter Salles entendeu o desafio,
fez a aposta e ganhou o jogo. O Ernesto dos "Diários" não agia como se
soubesse que seria o Che Guevara. Essa é a pedra de toque da leitura do
cineasta: quem age eticamente não posa para a posteridade. Simplesmente se
engaja naquilo em que acredita. Guevara, quando jovem, tinha apenas um
caderno nas mãos e uma idéia na cabeça: conhecer a América Latina. A
aventura, em retrospectiva, pode ser vista como uma descida ao "coração das
trevas" ou como uma subida ao coração da luz. No instante em que ocorreu,
contudo, foi apenas um "achado"; um espanto que se transformou em convicção
e ação. Um dos maiores méritos dos "Diários" é o de não se deixar iludir
pelo mito Guevara e mostrar que a viagem de Ernesto foi, sobretudo, uma
reinvenção ética de si. É difícil driblar o viés do gosto pessoal diante do
que nos comove. A meu ver, Walter Salles se superou porque nunca chegou tão
perto dos grandes mestres -e aí vem o viés, penso, de imediato, em David
Lean. Quem, mais do que Lean, fez o épico dialogar com o psicológico sem que
um emudecesse o outro? Onde, senão em Lean, o deslumbramento do cinema
explode sem ferir olhos e ouvidos? Por fim, quem, depois de Lean, soube ver
que o mal é banal, mas a imensidão do bem só tem paralelo na imensidão do
mundo? Assistindo aos "Diários", é impossível deixar de notar como Walter
Salles se aproximou de "Dr. Jivago", "Lawrence da Arábia", "A Ponte do Rio
Kwai" ou "Passagem para a Índia". O eco das estepes russas, dos desertos da
Arábia, das florestas do Sudeste Asiático ou da magnífica geografia indiana
parece reverberar na vastidão das cordilheiras, rios e planícies
latino-americanas, que "dizem" o que Ernesto sentia, mas não sabia nomear. O
Guevara que nascia não cabia em seus velhos e conhecidos sentimentos. Um
amor tão grande pelos humildes e desprezados, um compromisso tão intenso com
sua querida América Latina, só tinha uma tradução possível, os picos
andinos, as extensões da Patagônia, o portento da Amazônia. Assim, em um dos
mais belos trechos do filme, ao contemplar as ruínas de Machu Picchu,
Ernesto se volta para o amigo e comenta: "Como pudemos fazer, de tudo isso,
"isso'?". O que não pôde ser dito pôde ser mostrado. O primeiro "isso" era
Machu Picchu, um exemplo da grandeza do engenho humano. O segundo era Lima,
que poderia ser, igualmente, Rio de Janeiro, São Paulo, Cidade do México,
Caracas ou Bogotá. Lima são "os tristes trópicos". São as cidades
latino-americanas que "decaem antes de envelhecer", que são guetos de
indigência e precariedade mantidos pela violência dos que mandam sem nenhum
senso de decência ou magnanimidade. A pequenez da opressão chocou o jovem
Ernesto. Mas não despertou nele ressentimentos mesquinhos. Os fortes, os
arquitetos do mundo, não odeiam: acreditam. Em sua vida, não havia lugar
para a vingança ou o rancor, pois tudo foi ocupado pela solidariedade e pela
doação. Dureza, sim, quando preciso, mas endurecer sem jamais perder a
ternura. O futuro refletido na juventude de seus olhos não deveria pertencer
às hienas de ontem, mas também não aos abutres de amanhã. Deveria ser a
terra dos que amam a liberdade, a igualdade e a fraternidade; dos que querem
sair de si e, com os outros, construir uma só humanidade.

Nós e eles
"Diários de Motocicleta" nem chora o que passou nem é um manual de como ser
herói em tela grande e em 120 minutos. Heróis, mostra Walter Salles, não se
fazem com bravatas. Heróis são os que agem de moto próprio. Os que têm
apenas duas mãos, um sentimento do mundo e, às vezes, até mesmo a respiração
frágil, como Ernesto. Mas com isso, não mais que isso, um dia jogam fora as
luvas do preconceito, cruzam o rio, chegam ao próximo e mudam o rumo da
história. A diferença entre eles e a maioria de nós é pequena, mas decisiva.
Nós amamos "nosso mundo", eles amam "o mundo de todos"; nós amamos "nossa
vida", eles amam "a vida". Por isso, a eles, somente a eles, concedemos a
glória e a imortalidade que o tempo não corrompe.
Enfim -e sem mais- um filme primoroso na intenção e no feitio; um filme
digno da memória do comandante; um filme que honra o cinema; um filme à
altura de Walter Salles.



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Jurandir Freire Costa é psicanalista e professor de medicina social na
Universidade do Estado do Rio de Janeiro. É autor de, entre outros, "Sem
Fraude nem Favor" e "Razões Públicas, Emoções Privadas" (ed. Rocco). Escreve
esporadicamente na seção "Brasil 504 d.C.".

03 abril 2004

Por curiosidade, coloquei um contador no blog.
(Talvez possa mudar o nome do blog devido ao contador para : PALAVRAS AO VENTO, quem sabe?)

A internet é um veículo formidável para disseminação de idéias e para aproximar as pessoas. Sempre tive um pé atrás com relação a isso mas, é inegável. Minha experiência é recente e intensa agora pois a Net ganhou o status de entretenimento e antes era apenas para pesquisa pura e simples.
Poder publicar os poemas em forma digital e vê-los flutuando no oceano de bits como uma garrafa em alto mar inebria. Quem irá abri-la? Serei sorvido como a ambrosia ou despertarei a cárie da intolerância? A indiferença é que me inquieta.
Meu site, como uma ilha, será lugar seguro onde meus amigos aportarão. Gritai ao avistar a bandeira pirata de meu Galeão Fantasma.


Meu objetivo neste blog é... ser lido. Pronto. Falei.

01 abril 2004



Estrela da Manhã

Eu sou um mundo em dissipação.
Foguetes no céu de um Ano Novo que morre constantemente,
sou a celebração do fim adiado.
Vinde, irmãos, que lhes trago boas novas.

Há os que procuram o fio da navalha, o sorriso dos indiferentes.
Há os que, num momento de fúria, procuram pactuar com o profano
e derrubar portas.
Buscadores, ouvi-me.
Quero ser o general deste exército de descontentes.
Quero estar com aqueles que fazem versos sobre o que é estar vivo.
Morrer é para os fracos. Morrer é ser irresponsável.
Há os que morrerão olhando as sombras na parede das cavernas.
Meu exército irá dançar sob o sol
sobre areia e grama.
Há os que irão ser enterrados com suas pedras e cordões.
Dexai os tolos em suas tumbas.
Viveremos todos os dias como se fossem os últimos
e teremos fome e sede de justiça,
mas nunca de pão.

Vinde, ó sonhadores!
Já se faz tarde o amanhã do mundo.

Sou a festa, a Estrela da Manhã, a negação e o poder.
Acordai, pois, o que há em mim dentro de vós.
O poderoso sedutor, o Messias, o boêmio, o pai, o professor,
todas estas máscaras que vos causam espanto são meu reino.
Moro nas entranhas de vossas almas e todos vós me pertenceis.

Empunhai as bandeiras da verdade diante da hipocrisia;
Perguntai a todos o que é o mais importante;
Cantai a todo instante a beleza do Canto;
Semeai as almas com o Canto.
Em segredo, já estais seguindo meus mandamentos.

A mesa está posta com o melhor vinho, poetas.
Regozijai-vos.
Ide e espalhai a boa nova: O Inferno também morreu.
Somos todos responsáveis por nossos erros para sempre.
E não sede iludidos pela solidão. Somos agora mesmo, um exército.

Eu sou a vitória de vosso sonho.
Batei à minha porta para verdadeira Grande Marcha.

(Henrique Santos)
Gostaram do recado de Drummond??? Fico esperando pelos comments nos poemas que estou postando. Não sejam tímidos.

Fair play fairy tale

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